Cirurgia Torácica
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Sangue no Escarro (Hemoptise)

A presença de sangue no escarro - hemoptise - é um sintoma que assusta muito o paciente e freqüentemente o motiva a procurar logo o médico.

Escarro com sangueNa grande maioria dos casos, o sangramento é pequeno e para espontaneamente. Acontece que o sangue vai acumulando nos brônquios e, quando vem a tosse, sai tudo de uma vez, parecendo ser um sangramento volumoso.

Assim, é sempre muito importante anotar e informar ao médico com o máximo de detalhe possível a freqüência e a quantidade de sangue expelido, se é só sangue ou sangue misturado com catarro, a ocorrência de outros sintomas tais como febre, dor torácica, falta de ar, e a presença de outras doenças e antecedentes, por exemplo, se o paciente é ou foi fumante, se tem ou já teve tuberculose , se há outros casos na família etc.

A eliminação de sangue a partir da árvore respiratória pode ocorrer em um grande número de doenças: pneumonia, bronquiectasia (dilatações dos brônquios), tuberculose, infecções por fungos, embolia pulmonar, algumas doenças do coração, problemas da coagulação sangüínea e tumores do pulmão, inclusive câncer. Mas também há ocasiões em que não se consegue detectar com precisão a causa do sangramento.

O médico poderá prescrever, se necessário, sedativos da tosse e medicamentos específicos para cada caso, como por exemplo, antibióticos. Procederá, então, à investigação que julgar apropriada, solicitando, em geral, exames de sangue, do escarro, raio-x e tomografia computadorizada do tórax, broncoscopia e, às vezes, exames mais especializados, como a arteriografia brônquica ou pulmonar e a cintilografia (mapeamento com radioisótopos). Muitas vezes o paciente nem precisa ficar internado para fazer os exames - varia conforme o caso.

Escarro vermelhoNeste sentido é importante lembrar que a hemoptise pode ser o primeiro sinal de um câncer de pulmão . Assim sendo, mesmo que o sangramento cesse espontaneamente, sua origem deve ser investigada para não atrasar este (ou qualquer outro) diagnóstico e, conseqüentemente, dificultar o tratamento.

Existem situações, felizmente raras, em que o sangramento não para sozinho, e, pela sua intensidade, pode comprometer a capacidade respiratória do paciente (à medida que o sangue coagula nos pulmões ele pode "entupir" os brônquios, atrapalhando a passagem de ar). Isto pode significar uma situação de emergência ("hemoptise maciça"), com indicação de suporte avançado da vida, recursos especializados de endoscopia respiratória , angiografia e, eventualmente, até cirurgia de urgência, na qual é retirada a parte do pulmão que está originando o sangramento.

Em resumo, a hemoptise (escarro com sangue) não deve ser ignorada e merece investigação para que o problema possa ser diagnosticado e tratado adequadamente.

Dra. Ana Cristina P. Castro
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